"Como rotarianos não podemos ficar indiferentes" - Crise de imigração na Europa - Rotary Marechal encaminha ofício ao governador do Distrito 4640

por Rotary Club de Marechal Cândido Rondon

Marechal Cândido Rondon, 09 de setembro de 2015.

Prezado Sr. Governador,

Mesmo que o problema das imigrações das pessoas desassistidas pelo mundo já ocorra há muito tempo, nos últimos dias os meios de comunicação e redes sociais intensificaram a divulgação e a cobrança de providências dos líderes mundiais. Isto culminou com a triste e comovente fotografia do menino sírio deitado à beira da praia, morto, por ter frustrada a tentativa de buscar um futuro melhor junto com sua família. Esta fotografia é o ícone de que a humanidade que busca descobrir novos planetas nem consegue oferecer condições dignas de vida aos seus semelhantes. 

O desespero, a falta de perspectiva, a possibilidade de morrer ou ser recrutado para lutar nas guerras e a falta de um futuro digno, faz com que milhares de pessoas se lancem ao desconhecido. Muitos conseguem se estabelecer em outros países, mas muitos outros encontram as piores condições de miséria, morte, doenças e traumas físicos e psicológicos.

Este cenário de terror demonstra que a humanidade evoluiu pouco nos últimos 500 anos. Ainda vivemos o tempo da barbárie. Como o ser humano pode ser tão cruel com a sua espécie? Mesmo com muitas iniciativas para mitigar as maldades contra as pessoas, às vezes temos a sensação que estamos perdendo a batalha. Mesmo que tenhamos pessoas que se dispõe a fazer algo pelo próximo, como por exemplo, as igrejas sérias ou o Rotary, o número de pessoas que estão indiferentes ao que está acontecendo, ao mundo real, é muito grande. A impressão que temos é que o egoísmo venceu a solidariedade.

Como rotarianos não podemos ficar indiferentes. Os Clubes de Rotary não podem ficar fechados em si e alheios ao que está acontecendo no mundo. Nem precisamos ir longe para perceber o problema da imigração mundial. Basta olhar nas ruas das nossas cidades e iremos perceber pessoas de outras nações que tentam sobreviver e buscam um futuro mais digno. O problema está posto e não podemos fingir que não existe.

O objetivo desta carta é chamar a atenção ao assunto e sugerir que o nosso Distrito tome posição proativa (se ainda não tomou) em relação a imigração mundial, pois acreditamos ser um grande e grave problema da contemporaneidade e que precisa ser enfrentado com firmeza e assertividade. Acreditamos que a capacidade de organização e articulação do nosso Distrito possa replicar nacional e internacionalmente. 

Agradecemos a atenção e colocamos nosso Clube à disposição para enfrentarmos mais este desafio mundial.

Atenciosamente.

Douglas André Roesler
Presidente do Rotary Club de Marechal Cândido Rondon – PR


Ao

Sr. Werner Ildon Gerhardt
Governador do Distrito de Rotary 4640

Pato Branco - PR

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